Resgate da História – Patrimônio Cultural Imaterial

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Na montagem de fotos: O casal Odette e José Gomes Pinto, José Eduardo Gomes Pinto (filho de José e Odette), D. Odette na Fazenda Itaim em 1962 e Justiniano Lacerda de Oliveira

Visando fomentar o conhecimento, e contribuindo assim para a preservação e divulgação do acervo histórico, disponibilizamos o site fazendaitaim.com.br, com informações que, por sua relevância histórica ou meramente ilustrativa, fazem parte do legado da propriedade que pertence à família de Odette Gomes Pinto há mais de 50 anos. A família empenha-se para a manutenção, reforma e restauro da Casa Sede, Administração e Capela da Fazenda Itaim, que datam de 1898 e constituem valioso patrimônio histórico, cultural e turístico.

“Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”.
Historiadora Emília Viotti da Costa

Carta de Justiniano Lacerda de Oliveira para Odette Gomes Pinto em 1929

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S. Paulo, 8 de agosto de 1929.

Odette

Tenho recebido suas cartas e se não as respondo é porque nada de certo e agradável posso te dizer.
Estou arranjando meus negócios, que felizmente estão tomando outro rumo, espero ainda este mez liquidar com os irmãos e mais interessados em Morro Grande, o que será para mim motivo de grande contentamento e um grande alívio.
Estive bem doente e tenho soffrido muito com esta situação de verdadeira miséria, pois a falta de dinheiro é completa, espero no entanto melhorar esta situação até o fim do mez, pois estou combinando com a Comp. Paulista um acordo em que ficarei descansado e com o suficiente para a nossa manutenção; eu só estou a espera disso para arrumar a sua vidinha, muito provavelmente trazendo-te aqui para S. Paulo.
Não te contraries por não ter te escripto e creia, que se soubesses meu estado de espírito dar-me ia fria razão.

Sem mais saudades e abraços do

Justy

As cartas, meio de comunicação usual na época, retratam o cotidiano e os relacionamentos. A caligrafia, marca individual como as digitais, atravessa o tempo e identifica pessoas e histórias.

O documento abaixo, da Secretaria da Agricultura, datado de 1926, revela a assinatura de Justiniano Lacerda de Oliveira. Na assinatura, a mesma caligrafia que se observa na carta de 1929 à sua filha Odette.

Documento Secretaria da Agricultura 1926 - Assinatura de Justiniano Lacerda de Oliveira
Documento Secretaria da Agricultura 1926 – Assinatura de Justiniano Lacerda de Oliveira

 

Atestamos que o imigrante

Janis Caune
com a sua família trabalhou como operário rural na nossa propriedade agrícola em Capão Preto durante o ano de 1923.

São Paulo, 28 de janeiro de 1926.

Justiniano Lacerda de Oliveira

 

Confira o documento da Secretaria de Agricultura aqui.

 

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Noemi e José Oliveira de Barros – Tios e Padrinhos de José Eduardo Gomes Pinto

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Justiniano Lacerda de Oliveira é  filho do Coronel Justiniano Whitaker de Oliveira (filho do Comendador Coronel Justiniano de Mello Oliveira e de Brazilia de Aguiar Whitaker) e de Candida de Lacerda Franco  (filha dos barões de Araras, Bento de Lacerda Guimarães e de Manoela de Cassia Franco), e irmão de Noemi (casada com José Oliveira de Barros), Dulce (casada com Firmo Lacerda de Vergueiro) e Leonor.

Noemi e José Oliveira de Barros são tios e padrinhos de José Eduardo Gomes Pinto, único filho de José Gomes Pinto e Odette Gomes Pinto.

Noemi e José são pais de Fábio, Sylvio, Gilberto, José Eduardo, Maria Noemi e José.

O Acervo Odette Gomes Pinto, Fazenda Itaim, contém cartas, partituras e fotografias que serão disponibilizadas.

Cartas da Tia Noemi

Cartas da Tia Dulce

Cartas de Justy

Referências sobre Justiniano Whitaker de Oliveira (Araras, 1836 – avô de Odette), casado com Cândida de Lacerda Franco.

 Justiniano era cunhado de Antonio de Lacerda Franco, o Senador Lacerda Franco, e pertencente à parentela dos Lacerda. Em 1890, Justiniano se tornou presidente da Intendência Municipal, fruto de sua inserção na parentela. Em 1893, apareceu como coronel e presidente local do Partido Republicano Paulista (PRP). Na realidade, o Cel. Justiniano era quem comandava localmente a política, como portavoz e fiador dos interesses do Senador Lacerda Franco e do PRP – em 1902, Justiniano era o Presidente da Câmara Municipal – sendo que este sim, era quem comandava, mas à distância, os desígnios da política ararense e também era a presença física do município no nível federal (CRESSONI, 2007: 282)

 

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